A tarde caiu pesada, marcada pela comoção,
Um homem colhido na linha, num instante de aflição.
Sirenas cortam o silêncio, o povo corre a saber,
E a estação fica suspensa sem ninguém entender.
Os trilhos viram tragédia onde antes havia rotina,
A composição fez-se aço contra uma vida tão franzina.
Chegam socorro e autoridades, o local fica isolado,
E o olhar de quem presencia fica para sempre marcado.
Entre atrasos e perguntas, a linha pára a respirar,
Vidas cruzam-se no espanto de quem só queria viajar.
As equipas lutam no tempo que insiste em não abrandar,
Enquanto o mistério cresce no que o acaso veio deixar.
Na memória da localidade ficará este amargo dia,
Que pede mais proteção onde tanta gente caminha.
Que os trilhos se façam seguros como estrada de futuro,
Para que nunca mais a dor volte a gritar no escuro.
