A noite de domingo, 16 de novembro, ficou marcada por uma tragédia na estrada que liga Meca a Medina, na Arábia Saudita. Um autocarro que transportava peregrinos indianos sofreu um violento acidente e incendiou-se pouco depois da colisão, deixando um cenário de devastação difícil de controlar.
O impacto inicial foi tão forte que muitos passageiros ficaram imediatamente impossibilitados de reagir. As chamas espalharam-se rapidamente pelo veículo, o que tornou praticamente impossível qualquer tentativa de resgate. Quando as equipas de emergência chegaram ao local, o fogo já havia consumido grande parte da estrutura.
As autoridades indianas confirmaram que o grupo regressava a Medina após concluir a peregrinação Umrah, realizada em Meca. Segundo a Embaixada da Índia em Riade, a viagem deveria ter sido apenas um regresso tranquilo, mas transformou-se num dos acidentes mais graves envolvendo peregrinos naquele percurso.
Relatos divulgados por órgãos de comunicação da Índia indicam que muitos passageiros dormiam no momento da colisão. Esse detalhe pode explicar por que tantas pessoas não conseguiram escapar, já que a maioria foi apanhada de surpresa e sem tempo para compreender o que estava a acontecer.
No total, pelo menos 45 pessoas perderam a vida. As autoridades locais e equipas de resgate trabalharam durante horas para controlar o incêndio e recuperar os corpos, enfrentando dificuldades devido à violência das chamas e à destruição quase total do autocarro.
O comissário de polícia VC Sajjanar declarou que apenas um passageiro foi encontrado com vida. Este sobrevivente foi transportado para o hospital em estado crítico e permanece sob cuidados intensivos, sendo atualmente a única testemunha direta do que aconteceu dentro do veículo nos instantes fatais.
A tragédia reacendeu o debate sobre a segurança nas rotas utilizadas por peregrinos e sobre as condições dos transportes que circulam entre as cidades sagradas. Enquanto as autoridades sauditas investigam as causas da colisão, famílias na Índia aguardam respostas e tentam lidar com o luto deixado por um acidente que abalou dois países.
