Um sismo de magnitude 3,1 na escala de Richter foi registado este sábado, 20 de setembro, na ilha Terceira, informou o CIVISA. O abalo ocorreu pelas 18h27 locais (19h27 em Lisboa) e teve epicentro a cerca de quatro quilómetros a norte-nordeste, no concelho de Angra do Heroísmo.
O tremor foi sentido com intensidade máxima V (considerada forte) em várias freguesias de Angra do Heroísmo — entre elas, Doze Ribeiras, Cinco Ribeiras, Terra Chã — e também na freguesia dos Biscoitos, no concelho da Praia da Vitória.
Já com intensidade IV (moderada), o sismo foi percecionado em Serreta, Ribeirinha e Feteira (Angra do Heroísmo), assim como em Quatro Ribeiras, Altares e Agualva (Praia da Vitória).
Embora de magnitude relativamente baixa, este sismo foi suficientemente sentido pela população devido à sua pouca profundidade e à proximidade das zonas habitacionais. A intensidade V, registada em várias freguesias, corresponde a um grau de abalo capaz de provocar queda de pequenos objetos, movimentação de móveis e susto entre os habitantes, ainda que não costume provocar danos estruturais relevantes.
O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) manteve a monitorização da atividade sísmica na região, recordando que a ilha Terceira, tal como o restante arquipélago, se encontra numa zona de elevada sismicidade devido ao encontro de várias placas tectónicas. Por essa razão, eventos como o registado este sábado fazem parte da dinâmica natural do território, exigindo vigilância permanente.
Até ao momento não foram reportados estragos materiais nem vítimas, mas a Proteção Civil reforçou a importância de manter comportamentos de autoproteção em situações semelhantes. Entre as recomendações estão procurar abrigo em locais seguros durante o abalo, evitar o uso de elevadores e ter sempre preparado um kit de emergência.
Este episódio serve também para relembrar a importância da sensibilização da população açoriana para o risco sísmico. Exercícios de simulação, campanhas informativas e o acompanhamento dos comunicados oficiais são fundamentais para garantir que a comunidade esteja preparada para reagir de forma calma e eficaz perante fenómenos naturais que, embora frequentes, não deixam de gerar apreensão.
