Portugal de luto!Morreu o cantor, músico e ativista

Morreu Romeu di Lurdes, cantor e ativista cabo-verdiano, aos 36 anos em acidente de viação

O mundo da música cabo-verdiana está de luto pela morte trágica de Romeu di Lurdes, nome artístico de Carlos Manuel Tavares Lopes, que faleceu na passada quinta-feira, em Lisboa, vítima de um acidente de viação. O artista, de apenas 36 anos, era reconhecido não só pelo seu talento musical, mas também pelo seu empenho em causas sociais e culturais.

Romeu preparava-se para subir ao palco no próximo sábado, na Damaia, onde iria apresentar o seu mais recente álbum, “Kuraçon Aberto”, lançado este ano — um trabalho que marcou o regresso do cantor cinco anos após o disco de estreia, “Amoransa”. A sua morte inesperada deixou fãs, amigos e colegas profundamente abalados.

Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, prestou homenagem ao artista nas redes sociais, recordando-o pela “singela obra musical e pelo compromisso com a inclusão e a cidadania”. O chefe de Estado destacou ainda a forma como Romeu di Lurdes utilizava a arte como instrumento de transformação social, elogiando o seu legado humano e artístico.

Também o Ministério da Cultura de Cabo Verde lamentou a perda, descrevendo-a como uma “partida prematura e irreparável”. Numa nota de pesar, o ministro Augusto Veiga sublinhou a versatilidade de Romeu — “instrumentista, compositor, poeta e ativista cultural” — e a sua entrega às causas que defendia, sempre com um olhar solidário e inspirador.

Nas redes sociais, multiplicam-se as mensagens de artistas e personalidades públicas que partilharam o impacto que Romeu deixou na música e na comunidade cabo-verdiana. Muitos recordam-no como um homem de enorme sensibilidade, cuja voz e presença transmitiam esperança, amor e autenticidade.

Além da carreira artística, Romeu di Lurdes destacou-se também pela atuação política e social. Foi promotor de vários projetos de inclusão e chegou a concorrer à Câmara da Praia por duas vezes, a mais recente em 2024, representando o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS).

Em declarações antigas, Romeu definia-se como um romântico incorrigível, explicando que o seu nome artístico refletia “a alma sensível das coisas simples da vida”. O seu desaparecimento deixa um vazio profundo na cultura cabo-verdiana, mas o seu legado continuará vivo nas canções que cantou e nas causas que abraçou com o coração aberto.

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