Para quem anda impaciente com a ausência de verdadeiro espírito outonal, a espera está prestes a terminar. As condições meteorológicas em Portugal continental continuam dominadas por estabilidade e temperaturas invulgarmente elevadas para esta altura do ano.
A massa de ar quente que se tem mantido sobre o país não se limita ao território nacional. Já esta segunda-feira, prevê-se que esse calor se expanda a várias regiões da Europa, criando um cenário pouco habitual para o início de outubro. Cidades como Londres poderão registar máximas acima dos 20°C, enquanto em Lisboa os termómetros rondarão os 30°C.
Apesar da persistência de temperaturas elevadas, os sinais de transição para o outono são claros: os dias encurtaram, as noites tornaram-se mais longas e as madrugadas começam a apresentar valores mais frescos. Tudo indica que o ambiente característico da estação vai impor-se dentro de pouco tempo.
O fenómeno não é inédito. Basta recordar que em maio deste ano a situação foi inversa: a primavera revelou-se fria e instável, sem dar lugar ao calor esperado. Muitos duvidaram que o verão chegasse, mas acabou por se instalar de forma prolongada e intensa.
Agora, o cenário é o oposto: um verão que teima em não se despedir e um outono que se atrasa em entrar. Contudo, a meteorologia é cíclica e, inevitavelmente, a estação dourada acabará por mostrar a sua face.
A experiência dos últimos meses deixa claro que as mudanças atmosféricas podem tardar, mas não falham. É apenas uma questão de tempo até que a chuva, as folhas caídas e as temperaturas mais baixas passem a dominar o quotidiano.
Enquanto isso, resta aproveitar este prolongamento de calor como uma espécie de “bónus” antes da chegada dos dias cinzentos. O outono está a caminho, ainda que, por agora, pareça estar preso no calendário.
