Novos detalhes Pai de Fernando Valente reage em tribunal: “Não queimou ecografias

O desaparecimento de Mónica Silva, grávida da Murtosa, continua a marcar presença nos tribunais e a despertar grande interesse público. Esta sexta-feira realizou-se a segunda sessão do julgamento por difamação movido por Fernando Valente contra a irmã gémea e a tia da jovem, Sara e Filomena Silva.

Absolvido em julho do crime de homicídio de que era acusado, Fernando Valente pede agora uma indemnização global de seis mil euros por danos morais. O empresário afirma ter sido alvo de rumores e acusações infundadas que mancharam a sua reputação e tiveram impacto negativo na sua vida profissional e pessoal.

Em causa estão declarações feitas pelas duas familiares de Mónica, tanto em entrevistas a diferentes órgãos de comunicação social como em publicações partilhadas nas redes sociais. Nessas intervenções, acusavam Fernando de ser o pai do filho que Mónica esperava e de estar diretamente envolvido no alegado homicídio.

A defesa do empresário sustenta que tais acusações não só não têm fundamento como também foram determinantes para o desgaste da sua imagem pública, afetando a forma como passou a ser visto na comunidade e prejudicando o seu percurso profissional.

Durante a sessão, Manuel Valente, pai do empresário, prestou declarações e saiu em defesa do filho. Rejeitou de forma firme as versões apresentadas pela acusação e destacou o sofrimento causado por rumores que, segundo ele, não correspondem à verdade.

Um dos pontos mais polémicos analisados em tribunal foi a alegação de que Fernando teria queimado ecografias relacionadas com a gravidez de Mónica. Perante o juiz, Manuel foi categórico: “Foram dizer que o meu filho andou a queimar ecografias e ele não fez isso. Ele estava a queimar pacotes de sumo, que tinham deixado em frente ao nosso armazém.”

O julgamento prossegue nas próximas sessões, mantendo viva a tensão entre as duas famílias. Para Fernando Valente, o desfecho deste processo poderá ser determinante para limpar o seu nome e recuperar parte da credibilidade perdida. Já para os familiares de Mónica, trata-se de mais um capítulo doloroso no longo processo judicial que se arrasta desde o desaparecimento da jovem.

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