Mariana Mortagua anuncia saída do bloco de esquerda!

Mariana Mortágua dirigiu uma carta aos militantes na qual assume que o seu mandato à frente da coordenação do Bloco de Esquerda não atingiu os objetivos traçados quando começou funções, há cerca de dois anos e meio. A dirigente lembra que já então o contexto político era desafiante, com o enfraquecimento da maioria absoluta socialista e o crescimento da direita e da extrema-direita.

No texto, reconhece que, apesar do esforço de renovação e da mudança de estratégia, o partido continuou a perder espaço eleitoral. Segundo a bloquista, esse insucesso demonstra que a intervenção social do Bloco não foi suficientemente revitalizada ao longo deste ciclo.

Mortágua aponta também as sucessivas campanhas eleitorais como um fator que limitou o trabalho interno e a reorganização do partido. Na sua análise, a direção que liderou não conseguiu descentralizar estruturas nem criar o impulso político necessário para contrariar as ofensivas adversárias.

Perante este diagnóstico, Mariana Mortágua anuncia que não avançará para um novo mandato na coordenação do partido. Sublinha, no entanto, que essa decisão é tomada com serenidade e com o sentimento de ter contado sempre com o apoio da militância.

A atual coordenadora defende que uma nova liderança poderá estar mais bem posicionada para representar o partido no Parlamento e enfrentar os desafios que se colocam à esquerda. E lembra que caberá às moções apresentadas na próxima Convenção propor alternativas para a futura direção, reforçando a importância da pluralidade interna.

Na parte final da mensagem, Mortágua destaca que o momento é exigente para a esquerda, tanto em Portugal como internacionalmente. Reforça o papel do Bloco enquanto força comprometida com lutas sociais, com a defesa do trabalho, da habitação digna e com a contestação às guerras e às opressões globais.

Mariana Mortágua garante ainda que continuará a ser uma voz ativa no partido que integra há quase duas décadas, afirmando convicção no projeto socialista e confiança na capacidade do Bloco de surpreender e resistir a quem o tenta enfraquecer.


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