Um desafio viral do TikTok terminou em tragédia na Pensilvânia, deixando um jovem morto e uma rapariga com sequelas irreversíveis. O incidente envolveu manobras perigosas com automóveis, prática que tem ganho popularidade em vídeos partilhados na plataforma.
David Nagy, de 17 anos, perdeu a vida depois de participar na chamada prática de table surfing. Um colega terá atado uma mesa dobrável a um carro e acelerado no parque de estacionamento da Freedom High School. O jovem, sentado na mesa, foi projetado contra outro veículo e não resistiu aos ferimentos. O condutor enfrenta acusações de homicídio involuntário.
Num caso distinto, registado em março, uma jovem de 19 anos conduzia enquanto uma amiga viajava na bagageira em movimento, no parque de estacionamento da William Penn Highway. A passageira, de 20 anos, caiu e sofreu danos cerebrais “catastróficos e permanentes”. A condutora foi acusada de agressão agravada, condução imprudente e transporte perigoso de passageiros.
Em conferência de imprensa, o procurador distrital de Northampton, Stephen Baratta, sublinhou a gravidade destes comportamentos. “É importante que a população perceba que estes desafios acarretam riscos sérios e reais, podendo afetar não só os participantes como também pessoas inocentes”, afirmou.
Baratta acrescentou que, apesar de não ter havido intenção de provocar tragédias, a negligência grave dos envolvidos justifica responsabilidade criminal. O procurador explicou ainda que os acusados são réus primários e poderão ter os registos apagados se cumprirem as condições de supervisão impostas.
As famílias das vítimas exigiram justiça, defendendo que os jovens que conduziam não poderiam escapar sem consequências. “As vítimas aceitaram participar, mas não deveriam ser as únicas a pagar o preço máximo”, declarou o magistrado.
O TikTok reagiu através de um porta-voz, garantindo que remove de imediato conteúdos que incentivem condutas perigosas. Entre janeiro e março, 99,8% dos vídeos eliminados por violarem essa política foram retirados de forma proativa, sendo 92,4% antes mesmo de chegarem a ser vistos.
