José Raposo viveu uma semana marcada pela dor e pela saudade. O ator recorreu ao Instagram para partilhar com os seguidores a perda de um grande amigo e colega de profissão, o artista Luís Alberto, que morreu no passado dia 26 de setembro.
Na publicação, Raposo mostrou-se visivelmente emocionado e partilhou várias imagens do ator, recordando momentos de trabalho e de amizade que os uniram ao longo de décadas.
“Morreu o meu grande amigo Luís Alberto há uma semana (26/9)! Só agora digo algo porque me custou muito!”, começou por escrever. Raposo lembrou que conheceu o colega em 1986, durante a peça Um Coronel em 2 Actos, com Camilo de Oliveira, e mais tarde voltaram a contracenar em Aqui Há Fantasmas, com Henrique Santana.
Foram três anos de convivência e de cumplicidade que acabaram por transformar-se numa amizade sólida. “Admirei-o desde logo pelo seu grande talento, mas também pela sua bondade, humildade, generosidade!”, sublinhou o ator.
Na homenagem, José Raposo destacou ainda o percurso de Luís Alberto, lembrando que o artista esteve ligado a inúmeras companhias de teatro ao longo de mais de 70 anos de carreira, chegando a fundar algumas delas. “Ele é alguém que deixa um legado cultural importante”, frisou, deixando uma mensagem especial à família.
A Casa do Artista foi a primeira a anunciar publicamente a morte de Luís Alberto, no dia 27 de setembro, recordando-o como o “menino Luís” e elogiando a sua versatilidade em palco, na televisão e no cinema.
Com 91 anos, Luís Alberto deixou uma vasta lista de trabalhos. Na televisão, estreou-se em produções como Os Apaixonados e Tragédia da Rua das Flores (1983), seguindo-se títulos marcantes como Duarte & C.a (1985), Ricardina e Marta (1989), Alentejo Sem Lei (1991), Cinzas (1992) e Camilo & Filho Lda. (1995).
Já nos anos 2000, reforçou a sua presença em grandes sucessos televisivos como Jardins Proibidos (2000 e 2014), Tudo Por Amor (2002), Inspector Max (2004), Ninguém Como Tu (2005), Conta-me Como Foi (2007), Laços de Sangue (2010) e, mais recentemente, Sangue Oculto (2022).
A notícia da sua morte deixou um vazio na comunidade artística e nos fãs que acompanharam a sua carreira. Para José Raposo, a despedida foi particularmente difícil, mas deixou um testemunho de amizade e admiração que eterniza Luís Alberto como um nome incontornável da cultura portuguesa.
