Constança Cunha e Sá morre aos 67 ano!

A jornalista Constança Cunha e Sá, uma das vozes mais marcantes e independentes do jornalismo português, morreu aos 67 anos. A notícia da sua morte gerou forte comoção no meio mediático, onde a sua presença crítica e intransigente foi durante décadas sinónimo de liberdade de pensamento e rigor profissional.

Licenciada em Filosofia pela Universidade Católica de Lisboa, Constança começou por lecionar antes de se dedicar em definitivo à comunicação social. A sua entrada na revista Sábado marcou o início de um percurso que rapidamente revelaria uma jornalista com estilo próprio, frontal e profundamente analítico.

A notoriedade viria a consolidar-se no jornal O Independente, onde assinou crónicas e assumiu responsabilidades de direção. O seu trabalho, sempre atento às dinâmicas do poder político, tornou-a uma referência incontornável para quem seguia a vida pública nacional. No jornal, foi diretora-adjunta e, mais tarde, diretora, cargos que testaram e comprovaram a sua capacidade de liderança editorial.

A carreira seguiu depois para o Diário Económico, onde reforçou a imagem de profissional exigente e comprometida com a verdade. Do jornalismo escrito passou para a televisão, integrando a redação da TVI como Editora de Política e destacando-se como comentadora.

Na TVI24 ficaria associada ao programa A Prova dos 9, um dos debates políticos mais influentes da estação. A sua capacidade de questionar, desmontar argumentos e esclarecer temas complexos transformou-a numa das comentadoras mais respeitadas do país, sempre pautada pela independência e pela clareza.

Paralelamente, Constança continuou a escrever na imprensa, nomeadamente no jornal i, onde assinava a crónica semanal “Feira da Ladra”. Colaborou ainda com o Jornal de NegóciosPúblico e Correio da Manhã, mantendo uma produção constante e uma ligação profunda ao comentário político e social.

Depois de uma primeira saída da TVI em 2020, regressou no ano seguinte, mantendo até aos últimos meses uma atividade intensa. A sua morte representa uma perda irreparável para o jornalismo português, deixando para trás um legado de liberdade, lucidez e coragem que continuará a inspirar profissionais e leitores.

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