O Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Frutuoso de Melo, esclareceu esta terça-feira que a permanência de Marcelo Rebelo de Sousa no Hospital resulta exclusivamente de indicações claras da equipa médica. De acordo com o responsável, estava inicialmente previsto que o Presidente regressasse a Lisboa na noite da cirurgia, mas os médicos consideraram mais seguro que ficasse internado para observação, uma vez que tinha sido operado a uma hérnia encarcerada numa intervenção urgente, embora sem complicações.
Frutuoso de Melo garantiu ainda que Marcelo se encontra “estável, lúcido e bem-disposto”, acrescentando que a recuperação tem evoluído de forma favorável. A continuidade no Porto deve-se, afirmou, a uma postura de cautela, tendo em conta o tipo de cirurgia e o estado clínico com que o Presidente chegou ao hospital. Apesar da situação, Marcelo tem mantido contacto regular com a Casa Civil e com o Governo, acompanhando os assuntos da Presidência sem qualquer limitação cognitiva.
A evolução positiva do chefe de Estado motivou também perguntas sobre a possibilidade de uma substituição temporária pelo Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco. Contudo, Frutuoso de Melo afastou imediatamente esse cenário. “Não está previsto”, assegurou, sublinhando que não existe qualquer impedimento — médico ou constitucional — que justifique uma passagem de poderes.
O internamento deverá prolongar-se apenas pelo período considerado necessário pelos clínicos, enquanto o Governo e os restantes órgãos de soberania acompanham de perto a evolução do estado de saúde do Presidente da República.
