Em França, Gouveia e Melo assumiu uma posição ao centro e dirigiu críticas a dois adversários: André Ventura e Luís Marques Mendes, os outros candidatos que, tal como ele, surgem em empate técnico na mais recente sondagem divulgada pela SIC.
Referindo-se a Ventura, Gouveia e Melo questionou: “Segundo o que afirmou o Dr. André Ventura, não receberá Lula da Silva e não dialogará com Angola. Que tipo de Presidente é que queremos eleger?”
Sobre Marques Mendes, acrescentou: “Há também quem garanta que consegue manter distância do Governo. Não considero isso credível.”
Em declarações à Lusa, André Ventura admitiu que a segunda volta exigirá “muito empenho e determinação”, reconhecendo ainda estar consciente de que “todos se irão unir contra” a sua candidatura.
Apesar das diversas iniciativas de campanha ao longo do fim de semana, o tema dominante acabou por ser novamente o impacto político do Chega, desta vez devido às queixas apresentadas por funcionários do Parlamento.
João Cotrim de Figueiredo afirmou que “o clima político mudou desde o aparecimento e crescimento do Chega”. António Filipe reforçou que “nunca antes se tinha visto nada semelhante no Parlamento, o que é profundamente lamentável”.
Já Catarina Martins, durante a convenção do Bloco de Esquerda, voltou a criticar a extrema-direita: “Quando alguns rufias indecorosos no Parlamento querem definir, pelo apelido, que crianças podem ou não frequentar a escola, sei bem que não representam o país que somos”, declarou.
De regresso à pré-campanha após uma doença, António José Seguro dedicou o sábado a insistir num compromisso nacional para a área da saúde.
“A cultura de hipocrisia aparece naquelas vozes que pedem acordos, mas que, quando surge uma proposta concreta, não analisam o conteúdo e afirmam logo que pactos não resolvem nada.”
Entretanto, os debates seguem sem chegar à metade. Depois do confronto entre Catarina Martins e André Ventura, Jorge Pinto e Luís Marques Mendes discutiram o papel do Presidente da República.
Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, afirmou: “Há uma proximidade excessiva entre Luís Marques Mendes e o Governo; precisamos de um verdadeiro contrapeso democrático.”
Marques Mendes respondeu: “Serei, nesse aspeto, igual a Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva ou Marcelo Rebelo de Sousa. Todos eles tiveram origem partidária.”
