Homem morre afogado após ser arrastado pela forte ondulação em praia da região de Almada
Um homem perdeu a vida esta segunda-feira depois de ter sido arrastado pela forte ondulação enquanto se encontrava a banhos numa praia do concelho de Almada. Segundo informações confirmadas por fonte da Autoridade Marítima, o mar apresentava ondulação superior a dois metros, o que terá dificultado o regresso da vítima à margem.
De acordo com os primeiros relatos, o alerta foi dado por outros banhistas que se aperceberam de que o homem estava em apuros e já não conseguia enfrentar a força das ondas. Imediatamente, foram acionados os meios de socorro, com a presença de equipas do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), elementos dos Bombeiros Voluntários e agentes da Polícia Marítima.
As operações de resgate foram complicadas pela agitação marítima e pelas correntes fortes que se faziam sentir no local. Quando o homem foi finalmente retirado da água, encontrava-se em paragem cardiorrespiratória.
Em terra, as equipas do INEM iniciaram manobras de reanimação prolongadas, mas, apesar dos esforços, não foi possível reverter a situação. O óbito acabou por ser declarado no local por um médico da equipa de emergência.
Após a confirmação da morte, o corpo foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Almada, onde será submetido a autópsia para determinar as causas exatas do afogamento.
A Polícia Marítima tomou conta da ocorrência e deverá elaborar um relatório para a Capitania do Porto de Lisboa, que supervisiona a zona onde aconteceu o acidente.
A vítima, cuja identidade não foi de imediato revelada, estaria a nadar sozinha quando foi surpreendida pela força da corrente. As autoridades recordam que, apesar das boas condições meteorológicas, o mar tem estado perigoso em várias praias do litoral centro e norte, com ondas que podem atingir alturas entre 2 e 3 metros.
O incidente serve como novo alerta para a importância do respeito pelas condições do mar e pela sinalização de segurança nas praias. A Autoridade Marítima tem reiterado o apelo à prudência, sobretudo nesta altura do ano, quando a vigilância balnear é reduzida e a força das correntes aumenta devido às alterações meteorológicas.
Este é mais um caso que vem juntar-se a outros episódios recentes de afogamentos registados na costa portuguesa, reforçando a necessidade de precaução e do cumprimento rigoroso das indicações das autoridades costeiras.
