Christian Brueckner nega envolvimento no desaparecimento de Madeleine McCann
Christian Brueckner, cidadão alemão de 48 anos, voltou a ser destaque no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, a menina britânica desaparecida a 3 de maio de 2007, na Praia da Luz, Algarve. Brueckner é considerado o principal suspeito pelas autoridades alemãs, embora ainda não tenha sido formalmente acusado.
O nome do alemão surgiu no processo por ter vivido na região do Algarve na altura em que a criança desapareceu. O seu histórico criminal inclui condenações por crimes sexuais e violação, nomeadamente a agressão a uma mulher em 2005, também em território português.
Após cumprir parte de uma pena na Alemanha, relacionada com outro caso de violação, Brueckner foi libertado a 17 de setembro de 2025, sob fortes restrições judiciais. Entre as medidas impostas estão o uso de tornozeleira eletrónica, entrega do passaporte, residência fixa e proibição de viajar sem autorização.
Nos últimos meses, as autoridades alemãs e portuguesas voltaram a realizar buscas em terrenos e locais associados ao suspeito, incluindo uma antiga habitação na zona da Praia da Luz. As diligências, conduzidas pelo Ministério Público de Braunschweig, visam recolher novos indícios no âmbito da investigação, que continua a ser tratada como um possível caso de homicídio. Até agora, no entanto, não foram reunidas provas conclusivas que sustentem uma acusação formal.
Numa entrevista recente ao jornalista Rob Hyde, Christian Brueckner quebrou o silêncio e negou qualquer envolvimento no desaparecimento da criança britânica. Quando questionado sobre o caso, respondeu de forma direta: “Não, claro que não.”
A investigação sobre o desaparecimento de Madeleine McCann permanece em aberto, quase duas décadas depois do sucedido, continuando a ser um dos casos criminais mais mediáticos e complexos da história recente de Portugal e da Europa.
