Última hora! Morreu Henrique de Penha.

Faleceu esta segunda-feira, aos 96 anos, o jornalista e cronista Henrique de Penha Coutinho, mais conhecido pelo pseudónimo Manuel de Portugal. A informação foi avançada à agência Lusa por um amigo da família, que confirmou a partida de uma das figuras marcantes da crónica portuguesa do século XX.

Natural de Lisboa, Henrique de Penha Coutinho destacou-se pela escrita incisiva e sensível, que assinava como Manuel de Portugal. As suas crónicas no jornal Tempo tornaram-se rapidamente populares, conquistando leitores pela forma singular com que observava a sociedade, a política e os costumes do país.

Ao longo de várias décadas, a sua escrita foi um espaço de reflexão, ironia e crítica construtiva, onde conjugava rigor jornalístico com um estilo literário muito próprio. Essa combinação valeu-lhe o respeito dos pares e uma ligação duradoura ao público, que encontrava nos seus textos uma leitura lúcida da realidade portuguesa.

Além do trabalho no Tempo, Manuel de Portugal colaborou em diferentes publicações, sempre mantendo a sua identidade de cronista atento ao detalhe e ao espírito da época. O pseudónimo que escolheu permitiu-lhe criar uma marca distinta, reconhecida tanto no meio jornalístico como no literário.

Mesmo longe das redações nos últimos anos, continuou a ser uma referência para novas gerações de jornalistas e escritores, que viam na sua obra um exemplo de como a crónica pode unir informação, opinião e literatura.

Amigos e colegas recordam-no como um homem de grande cultura, apaixonado pelas palavras e pelo debate de ideias. O seu legado permanece nas páginas que deixou e no impacto que teve junto de leitores e profissionais da comunicação.

Com a sua morte, Portugal perde não apenas um cronista notável, mas também uma voz que ajudou a interpretar diferentes momentos da história recente do país. O nome Manuel de Portugal ficará para sempre associado ao jornalismo de qualidade e à arte da crónica.

Deixe um comentário