O desaparecimento de Mónica Silva, de 32 anos e grávida de sete meses, continua a marcar a comunidade da Murtosa, quase um ano após ter sido vista pela última vez, em 3 de outubro de 2023. O mistério em torno do caso permanece sem solução, mas nos últimos dias surgiu um novo elemento que reacendeu as esperanças da família.
A tia da jovem, Filomena Silva, revelou ter encontrado uma saia semelhante a uma das peças de roupa mais usadas por Mónica. O achado ocorreu recentemente e trouxe novamente à tona a possibilidade de se descobrirem pistas relevantes sobre o paradeiro da mulher.
A saia foi localizada num terreno situado na Torreira, alegadamente associado à família de Fernando Valente, o homem que tem sido apontado como o principal suspeito do desaparecimento. Além da peça, os familiares observaram marcas suspeitas de veículos e uma zona de terra aparentemente remexida, indícios que levantaram novas dúvidas sobre o que poderá ter acontecido no local.
No mesmo terreno foram também identificados outros artigos de vestuário, alguns já bastante degradados. A família de Mónica solicitou que todos os objetos sejam entregues às autoridades para perícia e análise forense.
A Polícia Judiciária mantém a investigação em curso, mas até agora não houve avanços significativos capazes de esclarecer o mistério. O caso, que tem mobilizado a atenção pública, permanece envolto em incerteza e dor para os mais próximos da jovem desaparecida.
Para a família, cada detalhe encontrado é motivo de esperança. “Não descansaremos até sabermos a verdade e até a Mónica ter a despedida que merece”, sublinhou um dos familiares, mostrando a angústia e determinação que têm acompanhado este processo desde o início.
Quase um ano depois, a Tragédia da Murtosa continua sem respostas, mas com a promessa dos familiares e amigos de não desistirem de procurar justiça para Mónica e o filho que esperava.
