Um sismo de magnitude 2,5 na escala de Richter foi registado, na ilha Terceira, Açores. O abalo ocorreu às 17h18 locais (18h18 em Lisboa) e teve epicentro a cerca de cinco quilómetros a nordeste da freguesia de Santa Bárbara, informou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA). Apesar do impacto sentido em algumas zonas, não existem relatos de feridos nem de estragos materiais.
Segundo o CIVISA, o tremor atingiu intensidade máxima IV na escala de Mercalli Modificada nas freguesias , Cinco Ribeiras, Doze Ribeiras, Serreta (concelho de Angra do Heroísmo) e Biscoitos (concelho da Praia da Vitória). Foi ainda percecionado com intensidade III nas áreas de Terra Chã e São Bartolomeu, igualmente em Angra do Heroísmo. Já o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) apontou uma magnitude ligeiramente inferior, de 2,1, com epicentro a quatro quilómetros a nordeste da mesma freguesia.
Este episódio insere-se no quadro da crise sismovulcânica que afeta a Terceira desde junho de 2022. Trata-se de um processo geológico caracterizado pela ocorrência de sismos de baixa intensidade, associados tanto a movimentos tectónicos como a atividade magmática. Por essa razão, a monitorização é permanente, uma vez que estas manifestações podem evoluir de forma imprevisível.
Na escala de Richter, um abalo de 2,5 é classificado como “muito pequeno”. Contudo, a experiência das populações é medida pela escala de Mercalli Modificada, que avalia os efeitos sentidos. No nível IV, considerado “moderado”, podem observar-se vibrações em portas e janelas, objetos suspensos a oscilar e até veículos ligeiramente a balançar. Já na intensidade III, a perceção é “fraca” e limitada a quem se encontra em espaços interiores.
Embora não tenha havido consequências graves, este sismo volta a lembrar a vulnerabilidade da região. Os Açores situam-se numa zona de forte atividade sísmica e vulcânica, o que obriga a um acompanhamento rigoroso por parte das entidades competentes.
As autoridades destacam a importância de manter a população informada e preparada para lidar com situações de maior intensidade, caso ocorram. Recomenda-se, sobretudo, que os residentes estejam atentos às indicações oficiais e que adotem medidas preventivas básicas em cenários de risco sísmico.
Este episódio reforça também a necessidade de sensibilização contínua das comunidades locais, que vivem em contacto direto com fenómenos naturais de grande complexidade. Apesar de habituados a pequenos tremores, a preparação continua a ser vista como essencial para garantir segurança coletiva.
