André Marques, guarda-freio que perdeu a vida no descarrilamento do Elevador da Glória, em Lisboa, tinha partilhado há cerca de dois anos um momento televisivo que agora ganha ainda mais significado. O profissional chegou a dar uma entrevista espontânea ao programa Alô Portugal, da SIC, conduzido por Miguel Costa.
Foi o próprio apresentador quem recuperou a memória desse encontro, pouco depois de se confirmar oficialmente que André era uma das 15 vítimas mortais do acidente, considerado o mais grave na capital desde a década de 1960.
Numa mensagem emotiva, Miguel Costa descreveu o guarda-freio como “simpático, prestável e bondoso”, lembrando que o diálogo que tiveram foi marcado pela generosidade e simplicidade de André. “Há cerca de dois anos, tive a sorte de o conhecer, quando aceitou conversar comigo sem qualquer aviso prévio. Foi um daqueles encontros breves, mas que ficam para sempre na memória”, escreveu.
O apresentador não escondeu a tristeza ao associar aquele momento televisivo à tragédia desta quarta-feira. “Hoje recebemos com enorme tristeza a notícia da tragédia do Elevador da Glória, que ceifou a vida de 15 pessoas. Entre elas, estava o André”, lamentou.
Miguel Costa dirigiu ainda palavras de conforto à família, amigos e colegas de trabalho de André Marques. “Que encontrem força neste momento tão difícil”, sublinhou, deixando também uma nota de solidariedade às famílias das restantes vítimas mortais.
No mesmo texto, o comunicador estendeu ainda os votos de recuperação aos 18 feridos resultantes do acidente, cinco deles em estado grave, relembrando a dimensão da tragédia que abalou Lisboa.
A mensagem termina com uma nota de reflexão: “Que nunca nos esqueçamos daqueles que partem, mas deixam connosco a sua humanidade e generosidade.”
O testemunho de Miguel Costa surge como um tributo a André Marques, cuja memória ficará para sempre associada não só ao seu trabalho dedicado no Elevador da Glória, mas também à imagem de um homem que marcou pela sua simpatia e disponibilidade.
